A rede de apoio é indispensável, no momento em que um bebê nasce é uma imensa alegria, porém os desafios também estão presentes.

Uma das coisas que de imediato muda é sem dúvida a rotina da família e principalmente da mãe. No início da gestação a mulher já se depara com grandes transformações. 

Porém com o nascimento do filho é necessário lidar não apenas com as mudanças hormonais e do corpo, mas com a responsabilidade que carrega em seus braços.

Muitos pensam que a rede de apoio é para ajudar no cuidado do bebê, que também é válida, porém a rede de apoio é para a mãe. A rede de apoio cuida da mãe enquanto ela cuida do bebê.

Quem compõe a rede de apoio?

Qualquer pessoa que se dispõe a cuidar da mãe e do bebê se torna uma rede de apoio, entretanto é preciso saber que esse lugar não é de cobrança e sim de abraço, cuidado e carinho.

Mesmo que seja uma mãe de primeira viagem ou não, seja gentil e deixe que ela se descubra como mãe dia após dia. Diante disso é importante que saiba que ajudar não é dizer o que deve ser feito, mas sim, ajudar a pessoa naquilo que ela deseja e precisa.

Quando a mãe não tem rede de apoio

Não ter rede de apoio exigirá da mãe um esforço sobrenatural. Entretanto, a força da mulher e mãe é tão forte que ela é capaz de enfrentar isso sozinha.

Antes  de enfrentar esse desafio sozinha, é indicado analisar todas as possibilidades com familiares e amigos e encontrar alguém que possa ser rede de apoio.

Pode ser que a pessoa que você menos espera irá te ajudar. Isso é muito importante pois com tantas mudanças a saúde mental da mãe pode estar abalada.

O requisito principal para encarar esse desafio sozinha é ter a plena certeza que está bem mentalmente e estar consciente de que não será fácil, porém possível.

Pai é rede de apoio?

A resposta é não. Isso se dá pelo fato de que o pai assim como a mãe estará focado no cuidado de bebê. É claro que o pai deve ajudar em outras tarefas além de cuidar do bebê.

Porém,  se o pai se dedicar tanto quanto a mãe no cuidado do pequeno, ele também precisará de uma rede de apoio. Diante disso, se faz necessário a ajuda de terceiros.

O que não fazer quando estiver como rede de apoio?

Saiba a importância da rede de apoio na maternidade
  • Questionar a mãe sobre a orientação passada pelo pediatra: O pediatra que a família irá buscar, certamente será indicado por alguém de confiança. Por isso, só dê a sua opinião caso os pais peçam a sua orientação.
  • Interferir na rotina família: Mesmo que durante o período em que estiver como rede de apoio você seja incluída na rotina da família, saiba respeitar. Saiba entender o que os pais definirem como prioridade para o bebê, não interfira.
  • Impor suas experiências como verdade absoluta: Quando você foi mãe a experiência e decisões eram suas, agora não é mais. Além disso, as orientações dos pediatras mudam de acordo com novos estudos. Por isso não é válido dizer como deve ser feito somente pelo fato de você ter feito assim.

Visitas: As visitas ao recém nascido devem ser muito limitadas por uma série de razões, a partir disso, não são todas as mães que querem receber visitas. Jamais convide pessoas para visitarem o recém nascido sem o consentimento dos pais.

Qual é a diferença entre baby blues e depressão pós – parto?

Baby Blues

O baby blues afeta cerca de 50% das mães que tiveram bebês. O baby blues é uma tristeza que surge por volta do 3º até o 5º dia após o parto. Porém logo passa, por isso não tem necessidade de tratamento.

Durante esse período o humor se torna instável decorrente da grande alteração hormonal. Conforme o organismo vai se equilibrando a sensação de tristeza vai passando.

Os principais sintomas são: vontade frequente de chorar, sensibilidade emocional, mudanças no humor, insegurança, ansiedade, insônia, vontade de ficar isolada.

Depressão pós – parto

A depressão pós – parto varia de acordo com cada mulher. Ele se inicia normalmente após o nascimento do bebê e sua duração depende de cada pessoa.

Ela está associado à nova identidade de “mãe”, por isso não se trata apenas dos hormônios, mas de algo mais complexo.

Alguns pesquisadores dizem que pode ter fatores genéticos envolvidos, assim como um histórico prévio de transtorno mental. Diante disso, após o nascimento do bebê a mulher tem uma tendência maior a  ter depressão pós – parto.

Infelizmente decorrente da depressão pós – parto a mãe pode chegar a rejeitar o bebê, por isso ter dificuldade em criar um vínculo de mãe e filho.

Em casos mais graves é necessário supervisão a todo tempo, em algumas situações sendo preciso afastar o bebê da mãe pois ela pode chegar a agredi-lo.

A falta de rede de apoio à mãe está ligada diretamente à duração que a depressão pós – parto irá durar. Além disso a intensidade e sintomas da depressão.

Como ajudar uma mãe que está com depressão pós – parto?

O primeiro passo é ter empatia com a mãe, diante disso, todos que estão ao seu redor devem estar atentos às necessidades dela.

A rede de apoio nesse momento tem uma grande importância para que a mãe crie o vínculo com o bebê  e passe a não rejeitá-lo.

Só o fato de segurar o bebê para que a mãe tome banho e se alimente faz uma diferença gigantesca. Muitas mães que não tem rede de apoio se privam das necessidades básicas por causa da demanda.

Rede de apoio: mãe abraçada, cuidada e feliz

Saiba a importância da rede de apoio na maternidade

A maternidade é linda! Qualquer desafio não se compara com a alegria de ser mãe e a gratidão a Deus por tamanha graça.

A rede de apoio pode ser qualquer pessoa de confiança que se dispõe em cuidar da mãe enquanto ela cuida do bebê. 

Só o fato da mãe saber que não passará mais um dia sem tomar banho, pentear os cabelos, passar um perfume isso já aquecerá o coração dessa mãe. Essa terá condições de cuidar e amar o bebê pois está sendo cuidada e amada!

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Redatora Web e pós graduada em Coaching pela USCS. Suas criações provém da intuição e da ousadia de alguém que quer mudar o seu redor e conseguinte o mundo através das palavras.

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