Novo ensino médio

Suspensão do novo ensino médio

Sob pressão de educadores e estudantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai paralisar a implementação do “Novo Ensino Médio”. Uma nova portaria será publicada em breve anunciando a suspensão do prazo de implementação da política.

Além disso, a portaria também interrompe as mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) previstas para 2024. Que estavam alinhadas às novas regras dessa etapa. 

Atualmente, o Enem é a principal forma de ingresso no ensino superior público no Brasil. Essa suspensão ocorrerá enquanto durar a consulta pública sobre o assunto.

A consulta pública começou em março e terá duração de 90 dias, podendo ser prorrogada por mais tempo. O Ministério da Educação (MEC) terá mais 30 dias para elaborar um relatório. Na prática, a suspensão deve resultar em um novo formato do Enem em 2024.

O ministro da Educação, Camilo Santana, tem se manifestado contra a revogação do Novo Ensino Médio. Pressionado por setores envolvidos no debate educacional. Ele defende ajustes no modelo e acredita que revogar tudo seria um retrocesso.

A portaria com a suspensão tem o aval da equipe próxima ao presidente Lula. O Palácio do Planalto avalia que o governo tem sofrido desgaste exagerado ao manter a reforma, especialmente entre os estudantes. 

Os jovens não representam uma base consolidada de apoio ao presidente porque não viveram os anos dos dois mandatos de Lula.

Uma revogação total da reforma dependeria da atuação do Congresso, já que foi implementada por meio de lei. 

A suspensão dos prazos foi vista como uma forma de acalmar os críticos. E evitar maiores impactos na imagem do governo e do presidente Lula.

Novo ensino médio

Quando o novo ensino médio foi aprovado

Em 2017, foi aprovada uma medida provisória que criou o Novo Ensino Médio, que divide a carga horária em disciplinas obrigatórias e optativas. 

A implementação obrigatória em 2022 tem enfrentado problemas. Com críticas dos estudantes sobre a perda de disciplinas tradicionais e falta de oferta de itinerários formativos em todas as escolas. 

O presidente Lula decidiu suspender a implementação e as mudanças no Enem previstas para 2024. Enquanto durar uma consulta pública de 90 dias, prorrogáveis por mais 30 dias. 

Os secretários estaduais de Educação querem ajustes no modelo, mas o Palácio do Planalto avalia que a revogação total pode ser necessária para evitar desgastes. 

A suspensão dos prazos é vista como uma forma de acalmar os críticos. A revogação total dependerá do Congresso.

Falta de estrutura

Criados com o objetivo de dar aos jovens a opção de escolher uma área para aprofundar os estudos.

Os itinerários do Novo Ensino Médio estão, na prática, sendo impostos e até mesmo sorteados entre os estudantes nas escolas estaduais do país.

Por falta de professores, espaço físico, laboratórios e turmas lotadas, as escolas não conseguem atender a opção feita por todos os alunos. E acabam por colocá-los para cursar os itinerários disponíveis. 

Sem ter a escolha respeitada, os estudantes têm 40% das aulas do ensino médio em áreas que não são as de seu interesse. Como mostrou reportagem da Folha.

A consulta pública instituída pelo MEC prevê audiências públicas, oficinas de trabalho, seminários e pesquisas nacionais com estudantes, professores e gestores escolares sobre a experiência de implementação do Novo Ensino Médio em todos os estados.

Impacto e frustração

De acordo com a especialista em educação e consultora Priscila Boy, a decisão de suspender o novo modelo de ensino médio terá um grande impacto operacional. 

As escolas foram obrigadas a se reestruturar em um curto período de tempo, sem a opção de escolha. E tiveram que investir em recursos humanos, materiais e na reorganização curricular. 

Priscila destaca que ela mesma foi contratada por diversas redes de ensino para ajudar na implementação do novo modelo. Ela acredita que a suspensão trará insegurança, frustração e falta de credibilidade para os professores, alunos e demais envolvidos. 

Segundo ela, embora seja necessário mudar o modelo de ensino, a suspensão atual não faz sentido. E o governo deveria ouvir as experiências exitosas para aprimorar o modelo e reintroduzi-lo no futuro, em vez de simplesmente desmontá-lo.

Novo ensino médio pela visão de um especialista

O educador e especialista em educação, Jamil Cury, concorda que a decisão gera uma situação desconfortável para estudantes e professores. 

“É preocupante. Estamos no meio de um processo. Há um grupo significativo que pede a revogação. Esta é uma lei que requer outra lei para ser revogada.”

Ele acredita que a decisão não foi a melhor solução para resolver o problema. “Como é habitual na história do ensino médio no Brasil, a decisão foi carregada com um elemento de improvisação. Acho que tem mais uma face política.”

“Deveria ter havido um evento amplo em que se pudesse discutir alternativas possíveis para a realização do Enem, talvez de uma forma mais tradicional. 

E, ao mesmo tempo, uma programação que levasse em conta as lacunas verificadas na oferta do novo ensino médio.”

Pedido de revogação

Visão geral

Pode-se concluir que a suspensão do novo Ensino Médio e a realização do Enem foram temas polêmicos e controversos no âmbito educacional. 

A decisão de suspender o novo modelo trouxe desconforto e insegurança para estudantes e professores que estavam se adaptando às mudanças curriculares.

Além disso, a suspensão gerou questionamentos sobre a falta de diálogo e participação da comunidade escolar na tomada de decisão.

Por outro lado, é importante reconhecer que a reforma do Ensino Médio é necessária para adequar o currículo às demandas do mundo atual, com novas tecnologias e perspectivas de trabalho. 

No entanto, a implementação da reforma deve ser bem planejada e discutida com a comunidade escolar. Para que seja efetiva e atenda às necessidades dos estudantes e do mercado de trabalho.

Portanto, é fundamental que haja diálogo entre os envolvidos no processo educacional. Para que as mudanças curriculares sejam discutidas e planejadas de forma a atender as necessidades dos estudantes e garantir uma educação de qualidade. 

A realização do Enem também deve ser avaliada e discutida com a comunidade educacional. A fim de encontrar alternativas que garantam a segurança e o acesso dos estudantes à universidade.

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Hanna Cortês, redatora e copywriter. Especializada em criar conteúdos envolventes para diversas marcas e blogs, ajuda empresas a atingirem objetivos de comunicação de forma criativa e impactante.

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