
Noites mal dormidas, choro que parece não ter fim e aquela sensação de impotência: as cólicas em recém-nascidos afetam não só o bebê, mas toda a família. E quando o desconforto aperta, fica evidente o quanto o pequeno está sofrendo.
Mas, afinal, o que provoca a cólica no bebê e o que pode ser feito para evitar que ela apareça?
Essas crises costumam dar as caras logo nas primeiras semanas de vida e podem se estender por meses. Nem sempre há uma explicação clara para o problema e, apesar de ser bastante comum, cerca de um em cada quatro bebês passa por isso, ver a criança se contorcendo de dor é uma experiência angustiante para qualquer pai ou mãe.
Pensando nisso, preparamos este guia completo. Aqui você vai encontrar as principais causas das cólicas, os sinais que ajudam a identificá-las e estratégias para tornar esse período mais leve.
Como identificar se o bebê está com cólica?
Um recém-nascido chora por diversos motivos, afinal, esse é o principal recurso que ele tem para se comunicar. Com o tempo, os pais aprendem a distinguir os diferentes tipos de choro e o que cada um significa.
No caso da cólica, o choro vem acompanhado de outros sinais que indicam desconforto. Fique atento a:
- Costas arqueadas;
- Rosto avermelhado durante o choro;
- Pernas que se encolhem e esticam sem parar;
- Barriga inchada ou com gases;
- Expressões de dor no rostinho;
- Braços e pernas em movimento constante, com as mãozinhas se mexendo bastante.
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O que provoca as cólicas no bebê?
Quando as cólicas aparecem, é natural que os pais comecem a investigar o que pode estar causando o problema, na tentativa de aliviar o sofrimento do bebê.
Só que descobrir a origem nem sempre é simples. Estamos falando de uma condição bastante comum nos primeiros meses e que pode ter várias causas ao mesmo tempo, ou seja, é multifatorial.
Entre os fatores mais frequentes, estão:
- O sistema digestivo do bebê ainda está amadurecendo, o que pode gerar desconforto;
- Gases;
- Ar engolido durante a mamada;
- Refluxo, que causa incômodo;
- Alergias alimentares (o bebê pode entrar em contato com essas substâncias pelo leite materno ou por fórmulas);
- Exposição à fumaça de cigarro.
Vale lembrar também que bebês muito novos podem ficar sobrecarregados com a quantidade de estímulos do ambiente. No fim do dia, isso pode se manifestar como choro.
A alimentação da mãe influencia?
O leite materno é reconhecidamente o melhor alimento para o bebê nos seis primeiros meses, pois oferece todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. Por isso, o que a mãe come tem peso importante: tudo o que ela ingere pode alterar a composição do leite.
Durante a amamentação, portanto, vale ter atenção a alguns alimentos, para evitar que substâncias presentes neles cheguem ao bebê ou alterem o sabor do leite.
O que comer durante a amamentação?
A produção de leite aumenta a necessidade de nutrientes da mulher. Para dar conta disso, uma dieta equilibrada, com macro e micronutrientes variados, é essencial.
Algumas orientações para essa fase:
- Invista em proteínas, preferindo carnes brancas. Se possível, consuma de 2 a 3 porções de peixe por semana (dando preferência aos que têm baixo teor de mercúrio, como sardinha, atum, truta e salmão);
- Prefira carboidratos integrais, como arroz, macarrão e pão integral, além de cereais e grãos;
- Inclua frutas e vegetais no dia a dia;
- Adicione gorduras boas ao cardápio, como abacate, azeite de oliva, frutas secas e sementes (linhaça, chia e abóbora);
- Consuma lácteos, mas observe a reação do bebê, ele pode ter intolerância à lactose e apresentar cólicas.
Em caso de dúvida sobre o que pode ou não comer, procure orientação médica.
Alimentação inadequada do bebê
A alimentação incorreta não causa apenas cólicas: ela pode trazer uma série de outros problemas de saúde para a criança. Por isso, durante a amamentação, é importante que tudo o que a mãe ingere seja acompanhado de perto.
Entre os riscos estão o ganho de peso excessivo da criança e consequências mais sérias, como hipertensão arterial, osteoporose, doenças renais e cardíacas, aumento do colesterol e até quadros mais graves.
Quais alimentos podem provocar cólicas no bebê?
Se você quer entender o que causa cólica no bebê, saiba que alguns alimentos podem ser grandes vilões — mesmo que não sejam consumidos diretamente pela criança.
Isso acontece porque certos alimentos contêm substâncias que irritam o estômago sensível do bebê e podem passar para ele pelo leite materno, desencadeando as temidas cólicas.
Leite
O leite materno não faz mal à criança. No entanto, alguns bebês já nascem com intolerância à lactose. Nesse caso, quando a mãe consome leite, a lactose pode chegar ao bebê e provocar desconforto e cólicas.
Chocolate
Segundo alguns especialistas, o chocolate também pode contribuir para as cólicas. O motivo está nas proteínas do leite, um dos ingredientes mais comuns na maioria dos tipos de chocolate.
Leguminosas
Feijão e outras leguminosas costumam causar cólicas até em adultos. Em bebês, o efeito pode ser ainda maior. Por isso, é bom evitar alimentos como lentilha, ervilha e feijão, que fermentam no intestino e provocam as crises.
Vegetais crucíferos
Vegetais crucíferos são ricos em enxofre, o que aumenta a produção de gases, tanto na mãe quanto no bebê, que recebe essa substância pelo leite. Isso favorece as cólicas.
Carnes vermelhas
A digestão das carnes vermelhas é mais lenta do que a das carnes brancas ou dos peixes. Por isso, elas também entram na lista de alimentos que causam cólicas no bebê. O processo é parecido com o das leguminosas: fermentação no intestino.
Café
O problema não é o café em si, mas a cafeína presente nele, mesmo em doses pequenas. Como é um estimulante, ela pode deixar o bebê mais agitado. Não é a causa da cólica, mas tem potencial para agravar o quadro.
Como aliviar a cólica do bebê?
As cólicas podem ser frequentes e difíceis de lidar, tanto para o bebê quanto para os pais, que sofrem ao ver o filho chorar sem conseguir ajudar. Existem formas de evitar o problema, como identificar o que causa a cólica e mudar certos hábitos. Mas, quando é preciso aliviar o desconforto na hora, algumas medidas podem ser aplicadas individualmente ou combinadas entre si.
Se nada disso funcionar, procure orientação médica para o uso de medicamentos que ajudam a liberar os gases.
O que fazer para evitar cólica no bebê?
Assim que se percebe que o bebê está sofrendo com cólicas, é hora de adotar medidas que podem reduzir a frequência das crises ou até evitá-las de vez. Alguns hábitos que ajudam a diminuir o desconforto:
- Corrija a pega do bebê no peito, para evitar que ele engula ar durante a mamada;
- Acompanhe o funcionamento do intestino do bebê;
- Ajuste a alimentação materna, cortando alimentos que possam irritar o estômago sensível da criança;
- Se possível, mantenha a amamentação materna exclusiva nos seis primeiros meses;
- Faça compressas mornas na barriga do bebê;
- Evite alimentar o bebê durante as crises de dor;
- Faça movimentos de bicicleta com as perninhas do bebê;
- Administre os remédios prescritos pelo pediatra (ou solicite, se necessário, remédios para gases).
Outras dúvidas sobre bebê
Além de entender o que causa cólica no bebê, a chegada de uma criança traz muitas outras dúvidas, especialmente para pais de primeira viagem.
Como se trata de uma vida frágil, cada detalhe importa. Buscar informação em fontes confiáveis é essencial para garantir não só o conforto, mas também a segurança do recém-nascido.
Qual a frequência ideal de visitas ao pediatra?
Os pediatras recomendam que a primeira consulta aconteça ainda antes do nascimento. É nesse momento que os pais esclarecem a maior parte das dúvidas e recebem orientações essenciais para os primeiros cuidados.
Depois que o bebê nasce, e até completar um ano, a recomendação é de consultas mensais. Entre 1 e 2 anos, as visitas passam a ser trimestrais. A partir daí, podem ser semestrais até os 7 anos e, depois dessa idade, anuais até a maioridade.
Essa frequência vale para crianças sem problemas de saúde que exijam acompanhamento específico. Em casos mais delicados, o próprio especialista define o intervalo ideal.
Com quanto tempo pode sair com o bebê recém-nascido?
Não existe uma regra fixa: cada família define o momento ideal conforme suas necessidades. Mas é importante lembrar que estamos falando de um ser humano delicado, que exige cuidados especiais.
Os primeiros dias costumam ser de adaptação à nova rotina. Por isso, o ideal é evitar exposições desnecessárias nos primeiros 30 dias.
Depois que o bebê chega, a primeira saída deve ser para o pediatra, oportunidade para esclarecer dúvidas que surgiram nesse período de adaptação.
O ideal é que a primeira saída aconteça somente após o primeiro mês de vida, quando as vacinas necessárias já tiverem sido aplicadas, reduzindo o risco de contaminação por doenças infectocontagiosas.
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