Cólica no Bebê: Causas e como aliviar o desconforto

Noites mal dormidas, choro que parece não ter fim e aquela sensação de impotência: as cólicas em recém-nascidos afetam não só o bebê, mas toda a família. E quando o desconforto aperta, fica evidente o quanto o pequeno está sofrendo.

Mas, afinal, o que provoca a cólica no bebê e o que pode ser feito para evitar que ela apareça?

Essas crises costumam dar as caras logo nas primeiras semanas de vida e podem se estender por meses. Nem sempre há uma explicação clara para o problema e, apesar de ser bastante comum, cerca de um em cada quatro bebês passa por isso, ver a criança se contorcendo de dor é uma experiência angustiante para qualquer pai ou mãe.

Pensando nisso, preparamos este guia completo. Aqui você vai encontrar as principais causas das cólicas, os sinais que ajudam a identificá-las e estratégias para tornar esse período mais leve.

Como identificar se o bebê está com cólica?

Um recém-nascido chora por diversos motivos, afinal, esse é o principal recurso que ele tem para se comunicar. Com o tempo, os pais aprendem a distinguir os diferentes tipos de choro e o que cada um significa.

No caso da cólica, o choro vem acompanhado de outros sinais que indicam desconforto. Fique atento a:

  • Costas arqueadas;
  • Rosto avermelhado durante o choro;
  • Pernas que se encolhem e esticam sem parar;
  • Barriga inchada ou com gases;
  • Expressões de dor no rostinho;
  • Braços e pernas em movimento constante, com as mãozinhas se mexendo bastante.

Veja também:Cuidados com Bebês: 15 Dicas para Mães de Primeira Viagem

O que provoca as cólicas no bebê?

Quando as cólicas aparecem, é natural que os pais comecem a investigar o que pode estar causando o problema, na tentativa de aliviar o sofrimento do bebê.

Só que descobrir a origem nem sempre é simples. Estamos falando de uma condição bastante comum nos primeiros meses e que pode ter várias causas ao mesmo tempo, ou seja, é multifatorial.

Entre os fatores mais frequentes, estão:

  • O sistema digestivo do bebê ainda está amadurecendo, o que pode gerar desconforto;
  • Gases;
  • Ar engolido durante a mamada;
  • Refluxo, que causa incômodo;
  • Alergias alimentares (o bebê pode entrar em contato com essas substâncias pelo leite materno ou por fórmulas);
  • Exposição à fumaça de cigarro.

Vale lembrar também que bebês muito novos podem ficar sobrecarregados com a quantidade de estímulos do ambiente. No fim do dia, isso pode se manifestar como choro.

A alimentação da mãe influencia?

O leite materno é reconhecidamente o melhor alimento para o bebê nos seis primeiros meses, pois oferece todos os nutrientes necessários para um desenvolvimento saudável. Por isso, o que a mãe come tem peso importante: tudo o que ela ingere pode alterar a composição do leite.

Durante a amamentação, portanto, vale ter atenção a alguns alimentos, para evitar que substâncias presentes neles cheguem ao bebê ou alterem o sabor do leite.

O que comer durante a amamentação?

A produção de leite aumenta a necessidade de nutrientes da mulher. Para dar conta disso, uma dieta equilibrada, com macro e micronutrientes variados, é essencial.

Algumas orientações para essa fase:

  • Invista em proteínas, preferindo carnes brancas. Se possível, consuma de 2 a 3 porções de peixe por semana (dando preferência aos que têm baixo teor de mercúrio, como sardinha, atum, truta e salmão);
  • Prefira carboidratos integrais, como arroz, macarrão e pão integral, além de cereais e grãos;
  • Inclua frutas e vegetais no dia a dia;
  • Adicione gorduras boas ao cardápio, como abacate, azeite de oliva, frutas secas e sementes (linhaça, chia e abóbora);
  • Consuma lácteos, mas observe a reação do bebê, ele pode ter intolerância à lactose e apresentar cólicas.

Em caso de dúvida sobre o que pode ou não comer, procure orientação médica.

Alimentação inadequada do bebê

A alimentação incorreta não causa apenas cólicas: ela pode trazer uma série de outros problemas de saúde para a criança. Por isso, durante a amamentação, é importante que tudo o que a mãe ingere seja acompanhado de perto.

Entre os riscos estão o ganho de peso excessivo da criança e consequências mais sérias, como hipertensão arterial, osteoporose, doenças renais e cardíacas, aumento do colesterol e até quadros mais graves.

Quais alimentos podem provocar cólicas no bebê?

Se você quer entender o que causa cólica no bebê, saiba que alguns alimentos podem ser grandes vilões — mesmo que não sejam consumidos diretamente pela criança.

Isso acontece porque certos alimentos contêm substâncias que irritam o estômago sensível do bebê e podem passar para ele pelo leite materno, desencadeando as temidas cólicas.

Leite

O leite materno não faz mal à criança. No entanto, alguns bebês já nascem com intolerância à lactose. Nesse caso, quando a mãe consome leite, a lactose pode chegar ao bebê e provocar desconforto e cólicas.

Chocolate

Segundo alguns especialistas, o chocolate também pode contribuir para as cólicas. O motivo está nas proteínas do leite, um dos ingredientes mais comuns na maioria dos tipos de chocolate.

Leguminosas

Feijão e outras leguminosas costumam causar cólicas até em adultos. Em bebês, o efeito pode ser ainda maior. Por isso, é bom evitar alimentos como lentilha, ervilha e feijão, que fermentam no intestino e provocam as crises.

Vegetais crucíferos

Vegetais crucíferos são ricos em enxofre, o que aumenta a produção de gases, tanto na mãe quanto no bebê, que recebe essa substância pelo leite. Isso favorece as cólicas.

Carnes vermelhas

A digestão das carnes vermelhas é mais lenta do que a das carnes brancas ou dos peixes. Por isso, elas também entram na lista de alimentos que causam cólicas no bebê. O processo é parecido com o das leguminosas: fermentação no intestino.

Café

O problema não é o café em si, mas a cafeína presente nele, mesmo em doses pequenas. Como é um estimulante, ela pode deixar o bebê mais agitado. Não é a causa da cólica, mas tem potencial para agravar o quadro.

Como aliviar a cólica do bebê?

As cólicas podem ser frequentes e difíceis de lidar, tanto para o bebê quanto para os pais, que sofrem ao ver o filho chorar sem conseguir ajudar. Existem formas de evitar o problema, como identificar o que causa a cólica e mudar certos hábitos. Mas, quando é preciso aliviar o desconforto na hora, algumas medidas podem ser aplicadas individualmente ou combinadas entre si.

Se nada disso funcionar, procure orientação médica para o uso de medicamentos que ajudam a liberar os gases.

O que fazer para evitar cólica no bebê?

Assim que se percebe que o bebê está sofrendo com cólicas, é hora de adotar medidas que podem reduzir a frequência das crises ou até evitá-las de vez. Alguns hábitos que ajudam a diminuir o desconforto:

  • Corrija a pega do bebê no peito, para evitar que ele engula ar durante a mamada;
  • Acompanhe o funcionamento do intestino do bebê;
  • Ajuste a alimentação materna, cortando alimentos que possam irritar o estômago sensível da criança;
  • Se possível, mantenha a amamentação materna exclusiva nos seis primeiros meses;
  • Faça compressas mornas na barriga do bebê;
  • Evite alimentar o bebê durante as crises de dor;
  • Faça movimentos de bicicleta com as perninhas do bebê;
  • Administre os remédios prescritos pelo pediatra (ou solicite, se necessário, remédios para gases).

Outras dúvidas sobre bebê

Além de entender o que causa cólica no bebê, a chegada de uma criança traz muitas outras dúvidas, especialmente para pais de primeira viagem.

Como se trata de uma vida frágil, cada detalhe importa. Buscar informação em fontes confiáveis é essencial para garantir não só o conforto, mas também a segurança do recém-nascido.

Qual a frequência ideal de visitas ao pediatra?

Os pediatras recomendam que a primeira consulta aconteça ainda antes do nascimento. É nesse momento que os pais esclarecem a maior parte das dúvidas e recebem orientações essenciais para os primeiros cuidados.

Depois que o bebê nasce, e até completar um ano, a recomendação é de consultas mensais. Entre 1 e 2 anos, as visitas passam a ser trimestrais. A partir daí, podem ser semestrais até os 7 anos e, depois dessa idade, anuais até a maioridade.

Essa frequência vale para crianças sem problemas de saúde que exijam acompanhamento específico. Em casos mais delicados, o próprio especialista define o intervalo ideal.

Com quanto tempo pode sair com o bebê recém-nascido?

Não existe uma regra fixa: cada família define o momento ideal conforme suas necessidades. Mas é importante lembrar que estamos falando de um ser humano delicado, que exige cuidados especiais.

Os primeiros dias costumam ser de adaptação à nova rotina. Por isso, o ideal é evitar exposições desnecessárias nos primeiros 30 dias.

Depois que o bebê chega, a primeira saída deve ser para o pediatra, oportunidade para esclarecer dúvidas que surgiram nesse período de adaptação.

O ideal é que a primeira saída aconteça somente após o primeiro mês de vida, quando as vacinas necessárias já tiverem sido aplicadas, reduzindo o risco de contaminação por doenças infectocontagiosas.

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